domingo, 30 de março de 2008

Do bem e do mal

Todos tem seu encanto: os santos e os corruptos.

Não há coisa na vida inteiramente má.

Tu dizes que a verdade produz frutos...

Já viste as flores que a mentira dá?

Mário Quintana

quarta-feira, 26 de março de 2008

Homenagem à Poesia de Mário Quintana


Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em Alegrete na noite de 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de maio de 1994.
Por achar encantadoras suas palavras e sua poesia, reproduzo aqui alguns de seus belos versos e pensamentos:
[Quem Sabe um Dia]
Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Mário Quintana

segunda-feira, 24 de março de 2008

Mário Quintana - Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mário Quintana

Mário Quintana (Homenagem aos amigos chatos)


"Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos."
Mário Quintana

Mário Quintana

"Esta vida é uma estranha hospedaria,

De onde se parte quase sempre às tontas,

Pois nunca as nossas malas estão prontas,

E a nossa conta nunca está em dia."

Mário Quintana

sábado, 22 de março de 2008

A impunidade é verde



Num momento histórico tão delicado, em que a Humanidade é desafiada a rever seus paradigmas e a estabelecer formas respeitosas de relação com a Natureza, sob pena de ameaça à própria sobrevivência, a notícia que nos constrange aqui em Resende é a de que o desmatamento da Mata Atlântica cresceu assustadoramente no período 2005 - 2007, conforme reportagem do Jornal o Globo de 21/03/2008. De 1 milhão de metros quadrados desmatados no período 2000 - 2005, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Inpe apuraram que no período 2005 - 2007 a área desmatada em Resende saltou para 4,2 milhões de metros quadrados, uma das mais expressivas extensões em todo o Estado do Rio de Janeiro. Até quando homens impiedosos, cheios de ganância e sem qualquer escrúpulo, tendo por objetivo somente o poder e o dinheiro, continuarão destruindo impunemente a Natureza?

sábado, 15 de março de 2008

Meu pai e a Bárbara, minha filha

Gosto especialmente desta foto, com meu pai segurando a Babi, minha filha, no início de 1993. Meu pai, o Sr. Adolfo, como era conhecido, nasceu em uma pequena cidade próxima a Stuttgart, na Alemanha, em 1922, e morreu em julho de 1995, aos 73 anos. Veio para o Brasil ainda bebê, com seus pais, a bordo de um navio trazendo imigrantes alemães que, como tantos outros imigrantes de outras nações, ajudaram a formar a história e a cultura deste país. O meu pai não teve instrução, pois teve uma vida muito dura desde a mais tenra infância, segundo ele contava. Entretanto, era dono de uma grande sabedoria e de muitos valores morais, os quais, eu acredito, foram passados através das gerações e foram recebendo as mais diversas influências, transformando-se em novos valores, porém mantendo os seus traços originais. Ao meu pai, onde quer que se encontre, receba o meu afeto e o meu carinho. Com saudades.

Minha Mãe

Essa é a minha mãe, a Laura, ou Dna. Laura, como é conhecida em Itatiaia, cidade onde mora com a Betinha, minha irmã e sua cuidadora dedicada há quase 15 anos. Minha mãe completou 86 anos no dia 10 de março e, apesar de viver há treze anos com as sequelas de um AVC ocorrido em 1995, ela conserva a mesma alegria e o mesmo encantamento com a vida. Minha mãe é uma das milhares de idosas e idosos deste país cujas políticas públicas voltadas para a atenção ao idoso necessitam ser fortalecidas e implementadas, de modo a ampliar e garantir o bem-estar e a qualidade de vida de todos os que já participaram com sua vida e sua história, lutando e trabalhando por nós, os seus filhos. Se você tem um idoso ou idosa em casa, dê atenção e carinho, cuidado e amor. O tempo é inflexível, rígido, inexorável. Amanhã também seremos idosos.

terça-feira, 4 de março de 2008

O Prazer de Servir

O Prazer de Servir
Toda a natureza é um anelo de “serviço”. Serve a nuvem, serve o vento, serve o sulco. Onde houver uma árvore para plantar, planta-a tu; onde houver um erro para corrigir, corrige-o tu; onde houver tarefa que todos recusam, aceita-a tu.
Sê quem tira a pedra do caminho, o ódio dos corações e as dificuldades dos problemas.
Há a alegria de ser sincero e de ser justo; há, porém, mais que isto, a formosa, a imensa alegria de servir.
Como seria triste o mundo se tudo já estivesse feito, se não houvesse uma roseira para plantar, uma iniciativa para tomar.
Não te seduzam as obras fáceis. É belo fazer tudo que os outros se recusam a executar.
Não cometas, porém o erro de pensar que só tem merecimento o executar as grandes obras; há pequenos préstimos que são bons serviços; enfeitar uma mesa, arrumar uns livros, pentear uma criança.
Aquele critica, este destrói, sê tu quem serve.
O servir não é próprio dos seres inferiores. Deus, que nos dá o fruto e a luz, serve. Poderia chamar-se: O Servidor.
E tem seus olhos fixos em nossas mãos e nos pergunta todos os dias: serviste hoje? A quem?
À árvore, ao teu amigo, à tua mãe?

Gabriela Mistral (1)
(1) Gabriela Mistral é uma escritora chilena, Nobel de Literatura de 1945. Anos atrás, ganhei de presente o belo texto acima - ricamente digitado num papel cartão - do médico José Mauro Nogueira, do Programa de Controle do Diabetes da Secretaria Municipal de Saúde de Resende, onde trabalho. Guardo-o com o maior carinho como uma recordação do Dr. Mauro, a quem admiro pelo caráter e pela dedicação à saúde pública. Divulgo-o agora no blog, com a intenção de difundir as belas palavras de Gabriela Mistral.

Tempestade de Verão


Relâmpagos são luzes intensas que cintilam velozmente, como num piscar de olhos, e são produzidas pela descarga elétrica entre duas nuvens. Essas fotos foram tiradas por volta das 10 e meia da noite de 10 de fevereiro de 2008, da janela do quinto andar do prédio onde moro em Resende. Havia uma grande tempestade ocorrendo na parte alta do céu e dezenas de relâmpagos riscavam o firmamento a todo instante. Durante cerca de duas horas, após uma forte chuva no início da noite, um duelo de raios e trovões tomou toda a extensão do céu, num espetáculo de rara e grandiosa beleza. A sonoridade dos trovões combinada à impressionante energia luminosa dos relâmpagos reservou aos que apreciaram essa manifestação incomparável da Mãe Natureza momentos de verdadeiro encantamento. Como são belos e majestosos os cenários que a Natureza nos proporciona para que a contemplemos com admiração. Terá sido proposital essa oferta? Qual o sentido da beleza sem a visão de quem a contempla?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Reflexões fundamentais sobre o Sistema Único de Saúde - SUS

“O SUS é uma reforma incompleta, uma política que exigiu e ainda exigirá grandes mudanças tanto no modo de gerir sistemas públicos como na própria maneira como se organizam e operam os serviços de saúde.”

“Apesar dos desafios, o SUS consegue prestar tantos serviços com tão pouco recursos.”

“O SUS é uma política generosa, uma das leis mais claramente voltadas para a defesa das pessoas e dos interesses populares já aprovadas no Brasil.”

Seus Obstáculos:
“Contexto de ajuste econômico e de contenção dos gastos públicos na área social ... com expansão de gastos com dívida e manutenção de equilíbrio monetário.”

“Cultura fortemente clientelista e o precário funcionamento da máquina pública em todo o país”.

Gastão Wagner de Sousa Campos
Excertos de uma entrevista publicada na Revista Radis, da Fiocruz, com o Sanitarista Gastão Wagner de Souza Campos, um dos mais renomados e admirados sanitaristas do Brasil, cuja voz sempre se levanta em defesa do Sistema Único de Saúde.

Reflexão de profundo, óbvio e fundamental significado

“A organização será melhor se seus dirigentes forem melhores.”
Paulo R. Motta

Canção Amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.

Carlos Drummond de Andrade
Transcrito do livro Seleta em Prosa e Verso, de C. Drummond de Andrade. Livraria José Olympio Editora, 1973.

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amar sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade
Transcrito do livro Seleta de Prosa e Verso, de Carlos Drummond de Andrade. Livraria José Olympio Editora, 1973.

Cortesia

Mil novecentos e pouco.
Se passava alguém na rua
sem lhe tirar o chapéu
Seu Inacinho lá do alto
de suas cãs e fenestra (1)
murmurava desolado
- Este mundo está perdido!
Agora que ninguém porta (2)
nem lembrança de chapéu
e nada mais tem sentido,
que sorte Seu Inacinho
já ter ido para o céu.
Carlos Drummond de Andrade
(1) do verbo fenestrar, isto é, abrir janelas nalgum lugar, para que entrem ar e luz. Por acepção, janela.
(2) do verbo portar, com o sentido de levar.
Transcrito do livro Seleta em Prosa e Verso de Carlos Drummond de Andrade, Livraria José Olympio Editora, 1973.

O constante diálogo

Há muitos diálogos
o diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o posseiro
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado

o diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o futuro

Escolhe o teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio

Mesmo no silêncio e com o silêncio
Dialogamos.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Mirante do Último Adeus (i)








Imagens do Mirante do Último Adeus, no Parque Nacional do Itatiaia. As fotos mostram tanto as perspectivas da parte alta, com o Rio Campo Belo cortando as montanhas, quanto a visão que se tem ao olhar o vale, com a Serra da B ocaina ao longe, com as águas da Represa do Funil. Um belo lugar, o Mirante do Último Adeus, para se contemplar a grandiosidade, a perfeição e a beleza da Mãe Natureza. Se soubermos compreender, veremos que Deus foi muito generoso conosco, em todos os sentidos, não é verdade?

Mirante do Último Adeus







Estas são imagens do Mirante Último Adeus, no Parque Nacional do Itatiaia, um belo lugar para se conhecer. Do mirante, olhando para cima em direção à parte alta, tem-se uma visão extraordinária do Rio Campo Belo cortando as montanhas de alto a baixo. Voltando-se e, olhando para baixo, para o vale que se descortina, tem-se a vista da Serra da Bocaina ao longe e das águas do Rio Paraíba do Sul represadas pela Represa do Funil. É uma visão espetacular da grandiosidade, das nuances e da beleza que nos cerca. As fotos mostram somente a visão que se tem da parte alta, do rio cortando as montanhas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Neuróticos X Sem Caráter

Segundo a enfermeira Kim, personagem do livro "O monge e o executivo", pessoas com problemas psicológicos sofrem com o que se pode considerar "doenças da personalidade". Os neuróticos, de acordo com Kim, assumem responsabilidades demais e acreditam que tudo o que acontece de ruim é por culpa deles. "Meu marido é um bêbado porque sou má esposa" ou " O tempo está ruim porque não rezei de manhã". Por outro lado, pessoas com problemas de caráter geralmente assumem responsabilidades de menos. Acreditam que tudo o que acontece de errado é por culpa de terceiros. "Meu filho tem problemas na escola por causa dos maus professores".
Essa passagem do livro "O monge e o executivo" é muito interessante, como todas as lições do excelente livro de James C. Hunter. Serve para fazermos um paralelo com muitos dos fatos e acontecimentos que enchem o dia-a-dia das notícias que envolvem os políticos em nosso país. Quem tem ouvidos de ouvir e olhos de ver, que ouçam e vejam, e percebam como é verdade. Ou não é????????

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Pão Integral


Para os que já possuem alguma experiência na cozinha, fazer seu próprio pão é uma vivência indescritível. Tratando-se de um pão integral maravilhoso, com farinha de trigo integral, aveia, linhaça, gergelim, açúcar mascavo, mel, uva passas, o resultado é realmente compensador. Dá um certo trabalho, mas um trabalho que reserva ao final um prazer que você pode dividir com sua família, amigos e colegas no trabalho. Se você tentar, será uma experiência fabulosa!