terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Reflexões fundamentais sobre o Sistema Único de Saúde - SUS

“O SUS é uma reforma incompleta, uma política que exigiu e ainda exigirá grandes mudanças tanto no modo de gerir sistemas públicos como na própria maneira como se organizam e operam os serviços de saúde.”

“Apesar dos desafios, o SUS consegue prestar tantos serviços com tão pouco recursos.”

“O SUS é uma política generosa, uma das leis mais claramente voltadas para a defesa das pessoas e dos interesses populares já aprovadas no Brasil.”

Seus Obstáculos:
“Contexto de ajuste econômico e de contenção dos gastos públicos na área social ... com expansão de gastos com dívida e manutenção de equilíbrio monetário.”

“Cultura fortemente clientelista e o precário funcionamento da máquina pública em todo o país”.

Gastão Wagner de Sousa Campos
Excertos de uma entrevista publicada na Revista Radis, da Fiocruz, com o Sanitarista Gastão Wagner de Souza Campos, um dos mais renomados e admirados sanitaristas do Brasil, cuja voz sempre se levanta em defesa do Sistema Único de Saúde.

Reflexão de profundo, óbvio e fundamental significado

“A organização será melhor se seus dirigentes forem melhores.”
Paulo R. Motta

Canção Amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.

Carlos Drummond de Andrade
Transcrito do livro Seleta em Prosa e Verso, de C. Drummond de Andrade. Livraria José Olympio Editora, 1973.

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amar sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade
Transcrito do livro Seleta de Prosa e Verso, de Carlos Drummond de Andrade. Livraria José Olympio Editora, 1973.

Cortesia

Mil novecentos e pouco.
Se passava alguém na rua
sem lhe tirar o chapéu
Seu Inacinho lá do alto
de suas cãs e fenestra (1)
murmurava desolado
- Este mundo está perdido!
Agora que ninguém porta (2)
nem lembrança de chapéu
e nada mais tem sentido,
que sorte Seu Inacinho
já ter ido para o céu.
Carlos Drummond de Andrade
(1) do verbo fenestrar, isto é, abrir janelas nalgum lugar, para que entrem ar e luz. Por acepção, janela.
(2) do verbo portar, com o sentido de levar.
Transcrito do livro Seleta em Prosa e Verso de Carlos Drummond de Andrade, Livraria José Olympio Editora, 1973.

O constante diálogo

Há muitos diálogos
o diálogo com o ser amado
o semelhante
o diferente
o indiferente
o oposto
o adversário
o surdo-mudo
o posseiro
o irracional
o vegetal
o mineral
o inominado

o diálogo consigo mesmo
com a noite
os astros
os mortos
as idéias
o sonho
o passado
o futuro

Escolhe o teu diálogo
e
tua melhor palavra
ou
teu melhor silêncio

Mesmo no silêncio e com o silêncio
Dialogamos.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Mirante do Último Adeus (i)








Imagens do Mirante do Último Adeus, no Parque Nacional do Itatiaia. As fotos mostram tanto as perspectivas da parte alta, com o Rio Campo Belo cortando as montanhas, quanto a visão que se tem ao olhar o vale, com a Serra da B ocaina ao longe, com as águas da Represa do Funil. Um belo lugar, o Mirante do Último Adeus, para se contemplar a grandiosidade, a perfeição e a beleza da Mãe Natureza. Se soubermos compreender, veremos que Deus foi muito generoso conosco, em todos os sentidos, não é verdade?

Mirante do Último Adeus







Estas são imagens do Mirante Último Adeus, no Parque Nacional do Itatiaia, um belo lugar para se conhecer. Do mirante, olhando para cima em direção à parte alta, tem-se uma visão extraordinária do Rio Campo Belo cortando as montanhas de alto a baixo. Voltando-se e, olhando para baixo, para o vale que se descortina, tem-se a vista da Serra da Bocaina ao longe e das águas do Rio Paraíba do Sul represadas pela Represa do Funil. É uma visão espetacular da grandiosidade, das nuances e da beleza que nos cerca. As fotos mostram somente a visão que se tem da parte alta, do rio cortando as montanhas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Neuróticos X Sem Caráter

Segundo a enfermeira Kim, personagem do livro "O monge e o executivo", pessoas com problemas psicológicos sofrem com o que se pode considerar "doenças da personalidade". Os neuróticos, de acordo com Kim, assumem responsabilidades demais e acreditam que tudo o que acontece de ruim é por culpa deles. "Meu marido é um bêbado porque sou má esposa" ou " O tempo está ruim porque não rezei de manhã". Por outro lado, pessoas com problemas de caráter geralmente assumem responsabilidades de menos. Acreditam que tudo o que acontece de errado é por culpa de terceiros. "Meu filho tem problemas na escola por causa dos maus professores".
Essa passagem do livro "O monge e o executivo" é muito interessante, como todas as lições do excelente livro de James C. Hunter. Serve para fazermos um paralelo com muitos dos fatos e acontecimentos que enchem o dia-a-dia das notícias que envolvem os políticos em nosso país. Quem tem ouvidos de ouvir e olhos de ver, que ouçam e vejam, e percebam como é verdade. Ou não é????????

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Pão Integral


Para os que já possuem alguma experiência na cozinha, fazer seu próprio pão é uma vivência indescritível. Tratando-se de um pão integral maravilhoso, com farinha de trigo integral, aveia, linhaça, gergelim, açúcar mascavo, mel, uva passas, o resultado é realmente compensador. Dá um certo trabalho, mas um trabalho que reserva ao final um prazer que você pode dividir com sua família, amigos e colegas no trabalho. Se você tentar, será uma experiência fabulosa!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Passeio no Parque Nacional do Itatiaia



Minha foto durante passeio no Parque Nacional do Itatiaia, na trilha que dá acesso ao Lago Azul, um belo poço no Rio Campo Belo.

Cachoeira Véu de Noiva



A Cachoeira Véu de Noiva, no Parque Nacional do Itatiaia, é um dos cartões postais dessa bela e importante área de preservação. O Parque Nacional do Itatiaia foi o primeiro a ser criado no Brasil, em 14 de junho de 1937, no Governo Getúlio Vargas. Localiza-se entre os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo e abriga um dos pontos culminante do país, o Pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros de altitude.

Cachoeira Itaporani

Uma visão privilegiada da Cachoeira Itaporani, no Parque Nacional do Itatiaia, um dos lugares mais bonitos do Brasil.

Cachoeira Itaporani

A Cachoeira Itaporani é uma das mais belas cachoeiras no Rio Campo Belo, que corta o Parque Nacional do Itatiaia. A temperatura e o volume d'água são impressionantes. Mesmo no verão a água é muito fria. Chega-se até ela através de uma pequena trilha com cerca de 500 metros de extensão, a partir da Ponte do Maromba, no fim da estrada que dá acesso à parte baixa do Parque Nacional do Itatiaia. Essa trilha dá acesso também à Cachoeira Véu de Noiva, que tem queda de 40 metros e muito conhecida nos postais do Parque Nacional do Itatiaia.

domingo, 25 de novembro de 2007

Ouvir estrelas

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouví-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto ...
E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."
Olavo Bilac